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Expointer resgata raças de grande importância

04/09/2008 - 17:57 · Deixe um comentário

Texto: Daiane Benso

Editora: Heloisa Pacheco

Peculiaridades do gado bovino Franqueiro

Franqueiro é uma raça bovina de origem egípcia, que veio ao Brasil em 1533, trazida pelas caravelas. Foi na Capitania de São Vicente, o primeiro local de difusão. Considerada a primeira raça bovina a povoar as Américas, chama a atenção pelos enormes chifres.

Caracterizado pela alta sanidade natural e animal,´o Franqueiro é imune a “ectoparasitas” e “enoparasitas” (espécies de carrapatos. Os criadores da raça têm poucos gastos com o trato do animal, pois a sua alimentação é basicamente de gravatá, caraguatá, barbas de pau, folhas de árvore e pastagem.

Segundo o integrante da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF), Sebastião Fonseca de Oliveira, os pêlos mesclados variados, principalmente vermelho e preto, são algumas das peculiaridades da raça.

A partir dos chifres longos e grossos dos touros, é possível produzir ferramentas artesanais. Na região serrana do Estado é encontrado o maior número de animais desta raça e, por isso, o trabalho artesanal ganha destaque.

E quanto às fêmeas, ressalta Oliveira, são consideras boas “amas” de leite e podem produzir até seis litros diários. Uma fêmea que vive de 15 a 16 anos, tem condições de parir e amamentar cerca de 11 terneiros. No Brasil existem aproximadamente 1.200 cabeças de Franqueiro. E desse número apenas 250 são de criadores gaúchos.

O Franqueiro voltou à Expointer depois que a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) decidiu realizar um projeto para resgatar a raça, em vias de extinção no Estado. A Grande Campeã da raça Franqueiro foi a fêmea do Box 1887, da Cabanha Fazenda do Faxinal, de São Francisco de Paula.

O dono do animal é o próprio Sebastião Fonseca de Oliveira. Quanto às características que fizeram com que sua fêmea ganhasse o título, o proprietário apontou a condição morfológica, a qual será estudada pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, FEPAGRO.

A raça zebuína indiana Guzerá volta com força

Após muitos anos de ausência na Expointer, a raça zebuína Guzerá, que no ano passado contou com apenas um exemplar inscrito, volta a ocupar espaços com 32 animais vindos de oito criadores de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e até do Rio Grande do Sul estão no parque.

A raça zebuína Guzerá é originada da índia, assim como as outras raças zebuínas puras como: Nelore, Gir, Sindi e Cangaian. De forma geral, o gado Guzerá apresenta pelagem com predominância cinza-claro/escuro, podendo ocorrer animais brancos uniformes.

Outra característica marcante da raça são os chifres, em forma de lira, direcionados para cima, em grande tamanho. Existem linhagens tanto selecionadas para corte como para leite. Na aptidão leiteira, a raça Guzerá também é utilizada no cruzamento com o gado Holandês, formando osintético Guzolando.

É uma das principais raças no Brasil, com especial importância na região Nordeste do país, onde tem predominância sobre as demais raças pela sua extrem arusticidade. Até mesmo pela sua região de origem na Índia, que apresenta baixíssima precipitação pluviométrica e grande amplitude térmica, a raça Guzerá é a zebuína de maior rusticidade às intempéries climáticas.

A “Grande Campeã da raça Guzerá” é a GENCIANA DASUAÇUI, que pertence ao Box 2013, do expositor Mário Ermírio de Moraes de São Paulo. O título de “Reservada”, 2ºlugar, ficou com GENEROSA TEDO DER.

Categorias: Expointer 2008

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