Encerrou neste domingo a 54ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, uma das promoções culturais mais bem-sucedidas da capital. Mais do que vender livros ou promover autores, a Feira transformou-se em um aeroporto, onde nós leitores escolhemos para onde viajar sem sair do lugar. Composta com exposições, oficinas, mesa-redonda, debates e palestras uniram-se sessões e autógrafos para leitores encontrarem os seus autores e terem a oportunidade de trocar ou acrescentar informações. A Feira do Livro hoje é um mundo dentro de Porto Alegre, com a parte internacional, é também uma oportunidade das crianças saírem um pouco do mundo digital, e encontrar na magia das palavras um motivo a mais para ler. Além de encontrarem maravilhosos livros infantis, os pequenos leitores vão poder apreciar também uma bela paisagem, a área infantil encontra-se no Cais do Porto em frente ao Guaíba.
Como o próprio slogan da Feira do Livro diz: Ler enriquece. Mais do que enriquecer, ela tem importância educacional e cultural, que através da escrita, autores contribuem de forma relevante para a evolução cultural e assim despertam emoções, reflexões e sonhos em seus leitores.
Essa tal Feira do Livro, que tem um pouco mais de 50 bancas espalhadas no centro da Praça da Alfândega, é hoje um complexo de palavras e títulos que tomou completamente o local. Estendendo às fronteiras e ao Cais do Porto, além de utilizar instalações como o Memorial do RS e o Centro Cultural CEEE/Érico Veríssimo. Trata-se de um evento que, ao promover mais de 600 lançamentos e vendas de dezenas de milhares de livros, representa a Escrita.
Feira consciente
Nesta edição, novamente, foi neutralizado as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) causado pelas produções e distribuição de 14 mil livros (quantidade estimada de livros que foram autografados na Feira). Para isso, foram plantadas 588 árvores de espécie nativas junto aos 2,70% restante da Mata Atlântica do Rio Grande do Sul. O projeto, realizado pela Parceria Verde (www.souparceiroverde.com.br), leva em conta materiais, consumo de energia elétrica e transporte rodoviário (livro) e aéreo (autores), entre outros fatores para definir o número de mudas para o plantio.
