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Tradicionalismo em sabores

08/09/2008 - 16:08 · Deixe um comentário

FOTO: Acervo Corlac

TEXTO: Heloisa Pacheco

Inédito no Brasil e pela primeira vez na Expointer é a Aquavit alcarávia. Um bidestilado produzido a partir da batata inglesa. Em Silveira Martins, no interior do Rio Grande do Sul, a Indústria Familiar Santa Eulália lançou a Aquavit, que significa água da vida, inspirado no termo latim aqua vitae. A empresa produz aproximadamente 100 litros por mês. Durante a feira, já foram vendidas cerca de 50 unidades do produto.

O idealizador da cachaça de batata é o diretor sócio e proprietário da cooperativa Indústria Santa Eulália, Felisberto Antônio Rosa Barros. A idéia surgiu a partir da constatação de que apenas 45% da produção de batatas alcançavam o objetivo de vendas nos supermercados.

O restante era considerado impróprio para o consumo, sendo o lixo, o destino principal. Ao pensar no bem comum, e, sobretudo, tendo consciência ecológica quanto à poluição do meio ambiente, foi idealizado a cachaça de batata. Uma maneira barata de transformar o desperdício em lucro.

Em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2006, foi criado o fermentado com base no tubérculo. Atualmente, dois doutorados e dois mestrados estudam mais profundamente a bebida. O bidestilado “Aquavit alcarávia” já possui autorização do Ministério da Agricultura, e hoje, dia 4, foi liberado o IPI (Imposto de Produto Industrializado).

Por ser inédito no país, a curiosidade dos visitantes na Expointer está grande. O sabor peculiar surpreende quem degusta: sabor de vodka com suave lembrança da batata. Segundo o diretor-sócio, o bidestilado de batatas deve ser apreciado extremamente gelado. Caso seja ingerido quente, o sabor é do mais puro álcool.

Além do bidestilado de batatas, também produzem outros derivados de batatas, como o próprio etanol, resíduos de batata para alimentação de animais e o adubo folhar. Um fato importante levantado por Barros, é que uma pesquisa realizada pela UFSM constatou que estes resíduos de batatas, se incorporados à ração de gados leiteiros, pode aumentar em até 40% a produção de leite.

Uma opção a mais para os apreciadores da mais antiga e tradicional bebida brasileira, a cachaça, é a empresa do município de Dois Irmãos, a “Dom Braga”, que está presente, há seis anos, na Expointer. Conforme a proprietária do alambique, Patrícia Braga, só no ano passado, durante os nove dias do evento, o lucro foi de seis mil reais. Suas expectativas quanto a essa edição são as melhores. A empresa fabrica quatro tipos de cachaça, sendo duas brancas e as restantes envelhecidas.

E não é só cachaça que os visitantes da Expointer têm a oportunidade de saborear. Delícias como cucas, bolinhos de aipim, salames e licores compõem o amplo cardápio que a feira oferece a quem passeia pelos pavilhões. Segundo a representante da agricultura familiar na feira, Rosângela da Silva Elias, há três anos eles participam da Expointer comercializando licores, e a bebida já têm até clientela fixa.

São diversos tipos oferecidos ao público. Cada paladar, uma sensação única. Ela lembra que todas as bebidas possuem funções terapêuticas. É o caso do licor de babosa, que possui propriedades antiflamatórias, e a canela, com propriedades energéticas. Outros sabores bastante inusitados são os de “gervam”, que é uma erva expectorante, e a “cisentinha”, que colabora para o bom funcionamento do fígado. Por dia, são vendidos, em média, 15 doses do produto.

Para quem prefere provar as delícias de sabores, a comida típica alemã é uma das mais procuradas pelos visitantes. O porquê se encontra na venda dos bolinhos de aipim, os únicos vendidos em toda feira. É o quarto ano que o grupo de mulheres do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, do município de São José do Hortênsio participa.

O sucesso dos bolinhos se confirmam a cada edição. São produzidos, em média, 140 por dia. De acordo com a integrante do Sindicato, Rejani Ireni Bender Klein, “os bolinhos estão sempre fresquinhos”, e saem da panela de hora em hora.

O segredo do “carro-chefe”, Rejani afirma estar no leve toque de vinagre. “O que não permite a absorção total do azeite na fritura”. Os ingredientes para o famoso prato típico alemão são: ovos, cebola, tempero verde, sal e farinha de trigo, sendo o aipim cru ralado, o principal componente.

Típico da serra gaúcha, os vinhos estão entre os produtos mais vendidos. Com a chegada do frio, o consumo desta tradicional bebida a base de uvas, aumenta expressivamente. No Pavilhão da Agricultura Familiar, são encontrados vinhos de todos os tipos, suaves, secos, brancos, tintos. A novidade fica por conta do vinho orgânico, vindo da cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul.

A principal característica desta bebida figura-se na produção, isto é, na maneira de fabricar, que contempla os métodos mais naturais e saudáveis. Tudo é cuidado para que seja 100% orgânico, desde a adubação da planta até o envasamento. Não há adição de açúcar, nem adoçante, e especialmente, não há a presença de agrotóxico. O vinho orgânico vendido na Expointer possui o Selo de Qualidade do Ministério da Agricultura.

O salame também tem lugar garantido no cardápio das famílias que atravessam os corredores do Pavilhão. No estande de produtos coloniais “Bauerhaus”, já foram vendidos mais de 110 kg de lingüiça defumada, preferência entre os consumidores que procuravam a iguaria típica italiana. A empresa da cidade de Brochier/RS, há 15 anos produz ainda, salame e lombo defumado. Pela segunda vez na feira, a funcionária da empresa, Maria Mith, confirma o saldo positivo do evento em relação ao mesmo período no ano passado.

E para completar o passeio entre as delícias tradicionais, está o famoso chimarrão gaúcho. A “Casa da Erva-Mate”, que está situada em uma das principais avenidas da feira, vende cuias, bombas, mateiras e térmicas; produtos que fazem parte da tradição do povo gaúcho. Há mais de 18 anos participando das edições da Expointer, a família Raber de Palmeiras das Missões, investe aproximadamente 12 mil reais para participar do evento.

De acordo com Leandro Raber, os gastos vão desde a produção de cuias e mateiras, até o frete e a locação do espaço. “Apesar das despesas, lucramos de 30 a 40 mil reais. E mais do que isso, ter os nossos produtos na maior feira agropecuária da América Latina é muito gratificante”, enfatiza.

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Expointer resgata raças de grande importância

04/09/2008 - 17:57 · Deixe um comentário

Texto: Daiane Benso

Editora: Heloisa Pacheco

Peculiaridades do gado bovino Franqueiro

Franqueiro é uma raça bovina de origem egípcia, que veio ao Brasil em 1533, trazida pelas caravelas. Foi na Capitania de São Vicente, o primeiro local de difusão. Considerada a primeira raça bovina a povoar as Américas, chama a atenção pelos enormes chifres.

Caracterizado pela alta sanidade natural e animal,´o Franqueiro é imune a “ectoparasitas” e “enoparasitas” (espécies de carrapatos. Os criadores da raça têm poucos gastos com o trato do animal, pois a sua alimentação é basicamente de gravatá, caraguatá, barbas de pau, folhas de árvore e pastagem.

Segundo o integrante da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF), Sebastião Fonseca de Oliveira, os pêlos mesclados variados, principalmente vermelho e preto, são algumas das peculiaridades da raça.

A partir dos chifres longos e grossos dos touros, é possível produzir ferramentas artesanais. Na região serrana do Estado é encontrado o maior número de animais desta raça e, por isso, o trabalho artesanal ganha destaque.

E quanto às fêmeas, ressalta Oliveira, são consideras boas “amas” de leite e podem produzir até seis litros diários. Uma fêmea que vive de 15 a 16 anos, tem condições de parir e amamentar cerca de 11 terneiros. No Brasil existem aproximadamente 1.200 cabeças de Franqueiro. E desse número apenas 250 são de criadores gaúchos.

O Franqueiro voltou à Expointer depois que a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) decidiu realizar um projeto para resgatar a raça, em vias de extinção no Estado. A Grande Campeã da raça Franqueiro foi a fêmea do Box 1887, da Cabanha Fazenda do Faxinal, de São Francisco de Paula.

O dono do animal é o próprio Sebastião Fonseca de Oliveira. Quanto às características que fizeram com que sua fêmea ganhasse o título, o proprietário apontou a condição morfológica, a qual será estudada pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, FEPAGRO.

A raça zebuína indiana Guzerá volta com força

Após muitos anos de ausência na Expointer, a raça zebuína Guzerá, que no ano passado contou com apenas um exemplar inscrito, volta a ocupar espaços com 32 animais vindos de oito criadores de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e até do Rio Grande do Sul estão no parque.

A raça zebuína Guzerá é originada da índia, assim como as outras raças zebuínas puras como: Nelore, Gir, Sindi e Cangaian. De forma geral, o gado Guzerá apresenta pelagem com predominância cinza-claro/escuro, podendo ocorrer animais brancos uniformes.

Outra característica marcante da raça são os chifres, em forma de lira, direcionados para cima, em grande tamanho. Existem linhagens tanto selecionadas para corte como para leite. Na aptidão leiteira, a raça Guzerá também é utilizada no cruzamento com o gado Holandês, formando osintético Guzolando.

É uma das principais raças no Brasil, com especial importância na região Nordeste do país, onde tem predominância sobre as demais raças pela sua extrem arusticidade. Até mesmo pela sua região de origem na Índia, que apresenta baixíssima precipitação pluviométrica e grande amplitude térmica, a raça Guzerá é a zebuína de maior rusticidade às intempéries climáticas.

A “Grande Campeã da raça Guzerá” é a GENCIANA DASUAÇUI, que pertence ao Box 2013, do expositor Mário Ermírio de Moraes de São Paulo. O título de “Reservada”, 2ºlugar, ficou com GENEROSA TEDO DER.

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Viamão é destaque na Expointer no “Dia da Fruta”

03/09/2008 - 4:22 · Deixe um comentário

Daiane Benso e Heloisa Pacheco

Na 3º maior feira de agropecuária do mundo, Viamão ganhou destaque. Na terça-feira, dia 2, a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Seagri) palestrou sobre o projeto de fruticultura do município, na data alusiva ao “Dia da Fruta”.

O evento aconteceu no estande da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), quando o diretor-geral da Seagri, Jussemar Luís Dalenogare, falou a respeito do projeto de fruticultura que integra mais de 30 agricultores e se baseia na plantação de caqui, figo, goiaba, uvas de mesa, pêssego e ameixa. “O projeto, implantado em 2006, já beneficiou 49 fruticultores que puderam plantar em 70 hectares muitas variedades de frutas”, ressalta.

Criada em agosto deste ano, a Associação dos Fruticultores de Viamão é destaque na região metropolitana. Com 1.492 km2 de extensão territorial, diversos tipos de solos e regiões climáticas, acaba sendo o maior centro consumidor de frutas da Grande Porto Alegre. Ela comercializa também para a Ceasa e distribui frutas para aproximadamente 40 mil alunos de escolas municipais da cidade.

De acordo com o diretor, é importante ressaltar que os fruticultores da Associação são beneficiados com a compra coletiva, transporte de mudas, preparação do solo, e locomoção dos agricultores. “A fruticultura só tende a crescer no município, devido a todas as condições climáticas favoráveis e a vasta extensão territorial”.

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Segurança Alimentar é tema de debate entre Brasil e Alemanha

03/09/2008 - 4:16 · Deixe um comentário

Daiane Benso e Heloisa Pacheco

“O que importa hoje, além do sabor e da atratividade dos produtos é a segurança alimentar”. Foram com essas palavras que o doutor da Faculdade Européia da Saúde Pública e Veterinária e da Faculdade de Gestão da Saúde Suína na Alemanha, Thomas Blaha, deu início à sua palestra, durante o Seminário Internacional realizado durante a programação da Expointer nesta terça-feira, 2.

“Sanidade Animal e Segurança Alimentar” foi o tema do workshop promovido pela Câmara Brasil Alemanha e que tratou de questões referentes aos novos aspectos na segurança alimentar e na proteção de animais na Europa. Além disso, foram discutidos os desafios enfrentados pelo Brasil quanto à genética e biossegurança na reprodução de suínos, e também, divulgações de pesquisas alusivas ao consumo de carne e o comércio internacional.

Conforme a orientadora de mestrado e doutorado no Programa Ciências Veterinárias e Microbiologia Agrícola e do Ambiente (UFRGS), Marisa Cardoso, o consumo de carne tem forte relação com o PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil o investimento para Ciência e Tecnologia é de apenas 1%. “Comparado à Alemanha o valor destinado às pesquisas é insignificante”.

Outra informação relevante apontada pela orientadora é quanto à perspectiva do crescimento do consumo de carne. Daqui a dois anos, o aumento do consumo de carne será de milhões de toneladas. Já em 2030, estima-se que o número de pessoas que passam fome seja 40% menor do que é hoje, refletindo no poder aquisitivo da população mundial. “A melhora do poder aquisitivo resulta na busca de qualidade dos alimentos” ressalta.

Segundo o alemão Thomas Blaha, até décadas passadas, a confiança dos consumidores nos produtos de gêneros alimentícios de origem animal era baseada na declaração “própria para o consumo”, conferida pelo Estado. Blaha mencionou que a antiga análise funcionou por muito tempo, tendo configurado na história como um dos maiores sucessos na área alimentícia.

Entre os acontecimentos que colaboraram para  a mudança dos procedimentos de segurança alimentar está o surgimento de zoonoses, como a salmonela e a “vaca louca”, que abalaram a confiança histórica dos consumidores quanto à certeza da qualidade.

Thomas Blaha completa, “nossos alimentos, hoje, são seguros como nunca, mas também a desconfiança em relação a eles nunca esteve tão forte. E é por este motivo que se faz necessário à mudança de paradigmas quanto aos procedimentos de vistorias dos alimentos”.

O Seminário Internacional “Sanidade Animal e Segurança Alimentar” evidenciou os pré-requisitos necessários ao Brasil, como a mão de obra-qualificada e a qualidade como fator de competição no contexto do mercado mundial para alcançar o patamar ideal e aproximar os contatos comerciais junto à Alemanha.

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Governadora visita estande Correio do Povo

03/09/2008 - 4:07 · Deixe um comentário

Daiane Benso e Heloisa Pacheco

Na manhã da terça-feira, dia 2 de setembro, a governadora Yeda Crusius esteve presente na Expointer. Yeda participou da aula inaugural do programa “Coma bem”, promovido pela Ceasa. A proposta do projeto é eliminar o desperdício de alimentos, com o objetivo de melhorar o aproveitamento dos alimentos.

No período da tarde, a governadora aproveitou para visitar a casa do Correio do Povo, no Parque Assis Brasil, na Expointer.

Vale lembrar! É nesse estande que as repórteres Daiane Benso e Heloisa Pacheco trabalham diariamente para trazer os destaques da maior feira de agropecuária da América Latina para o Universo Ipa.

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Agricultura Familiar Com Foco Na Sustentabilidade Ambiental

03/09/2008 - 0:31 · 1 Comentário

Daiane Benso e Heloisa Pacheco

A integração da agricultura familiar aliada a alternativas de sustentabilidade é o foco do projeto “Caminhos da Integração”. Voltado à representação das diversidades e da sustentabilidade da vida no campo, além de desmistificar a idéia do produtor alienado do mundo moderno, o projeto mostra que as novas tecnologias foram incorporadas no dia-a-dia rural.

A organização é da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) que, nesta 31ª edição da Expointer, apresenta uma ampla infra-estrutura, considerada destaque na maior feira de agronegócios da América Latina.

O uso do aquecedor solar de água, produzido a partir de materiais recicláveis, como garrafas pet e embalagens de leite longa vida, é um exemplo da otimização dos elementos naturais e preservação do meio ambiente. Além do baixo custo e fácil instalação, esse mecanismo economiza energia elétrica e seus efeitos não são nocivos ao planeta, sendo, portanto, uma energia renovável.

Quem visita o estande também observa outro tipo de integração: as hortas. Dois tipos de hortas lá estão representadas: destinadas ao comércio e para o consumo familiar, ambas seguindo a regra da “consorciação”, ou seja, plantas companheiras e protetoras, que durante seu cultivo se auxiliam. A lavoura de plantas biotivas cultiva ervas de alecrim, alfazema e capim-cidró, todas com destino à comercialização. Estas ervas são transformadas em óleos essenciais.

Para o autoconsumo, o que se destaca são as hortaliças e os chás aromáticos, medicinais e condimentares. Muitas dessas culturas têm funções peculiares, como é o caso da Hortelã que serve para repelir cobras e a Citronela, que segundo a estensionista da Emater, Sonia Regina da Cruz, pesquisas estão sendo feitas para a certificação do uso desta como repelente do mosquito da dengue.

O tratamento de resíduos sólidos e esgoto é a parte fundamental na estrutura da casa modelo da agricultura familiar. Outra preocupação retratada é quanto a separação do lixo. A consciência ecológica predomina na visão do agricultor moderno que busca, cada vez mais , meios de sustentabilidade de caráter ambiental e social.

Nesse estande, os visitantes têm a chance de construir uma visão mais real em relação à vida rural. O homem do campo deixou de ser um simples trabalhador da terra para se transformar em um homem capaz de moldar sua própria vida, utilizando-se de aparatos tecnológicos e mecânicos e, sobretudo, sendo hábil a produzir e comercializar para os outros o que antes, era somente consumidos por sua própria estrutura familiar.

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Expointer 2008 começou com grandes shows

02/09/2008 - 15:29 · Deixe um comentário

Foto: Ivan de Andrade

Texto: Camila Batista

A Expointer 2008 começou com muitos atrativos culturais. Os visitantes da Feira puderam conferir no final de semana grandes nomes da música tradicionalista, que animaram a tarde e a noite no Parque Assis Brasil, em Esteio. Entre os cantores mais conhecidos que passaram pelo palco principal, localizado logo na entrada da feira, estão Luiz Marenco (sábado) e Joca Martins (domingo).

Grupos de sucesso, como o Criado em Galpão e o grupo Tempo Guri são alguns dos nomes que animaram o público que visitou a Expointer. Porém os eventos musicais não param por ai. Durante toda a semana a canção nativista estará presente.

Conforme um acordo com a Secretaria da Agricultura a responsabilidade de definir a programação e as atrações artísticas e culturais da Expointer 2008 ficou a cargo da Secretaria de Estado da Cultura. “A Secretaria da Cultura se empenha e se orgulha de estar presente na programação da Expointer 2008 e de poder enriquecer seu espaço com atividades que levam arte e cultura para o público cativo desse importante evento, que é como uma marca registrada dos gaúchos”, afirma a secretária da Cultura, Mônica Leal.

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Cachaça ganha espaço na Feira

02/09/2008 - 15:24 · Deixe um comentário

Daiane Benso e Heloisa Pacheco

“Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não, cachaça vem do alambique, e água vem do ribeirão”. Esse trecho da música, composta em 1953, por Lúcio de Castro, comprova que a cachaça já naquela época fazia parte da história do povo brasileiro. E na 31º Expointer, a bebida ganhou espaço também nos corações dos visitantes.

Há seis anos, a empresa produtora de cachaça do município de Dois Irmãos, “Dom Braga”, está presente nas edições da 3ª maior feira de agronegócio do mundo. Conforme a proprietária do alambique, Patrícia Braga, só no ano passado, durante os sete dias do evento, o lucro foi de seis mil reais. Suas expectativas quanto a essa edição são as melhores.

A empresa “Dom Braga” fabrica quatro tipos de cachaça, sendo duas brancas e as restantes envelhecidas. Uma opção para os apreciadores da mais antiga e tradicional bebida brasileira.

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Desenvolvimento sustentável na Expointer

02/09/2008 - 15:14 · Deixe um comentário

Foto: Mateus Bruxel

Texto: Daiane Benso e Heloisa Pacheco

O Projeto Canoa, idealizado pela Prefeitura Municipal de Canoas, em parceria com o Sebrae e patrocínio da Petrobrás, está pela primeira vez na Expointer. Lançado no ano passado, o trabalho social de caráter ambiental é desenvolvido por um grupo de 15 artesãs.

A coordenadora do projeto, Edy Ferreira Ribeiro, afirma que o primeiro dia de feira foi um sucesso. “O projeto começou pequeno, mas a idéia é de interesse mundial”. A coordenadora ressalta que todos os materiais reutilizados são derivados de petróleo e muitas vezes encontram-se no lixo.

Os produtos reaproveitados pelo grupo variam de cinco a 60 reais e inclui brincos, sacolas e luminárias. O que chama a atenção no estande são as sacolas de ração de animais domésticos. Segundo Edy, o foco é o “anti-desperdício”.

O Projeto Canoa também procura agregar as comunidades de Canoas, com o objetivo de geração de renda para a população carente. Quem tiver interesse em colaborar com materiais, pode encaminhá-los à Loja 4, no Mercado Público, no centro de Porto Alegre.

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Palestra sobre cultivares de milho e trigo é destaque na Expointer

02/09/2008 - 15:10 · Deixe um comentário

Foto: Mateus Bruxel

Texto: Daiane Benso

Nesta segunda-feira, na Casa da Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária), duas culturas agrícolas tradicionais no Estado foram destaque na palestra que abordou o tema: “Avaliação de cultivares de milho e trigo para a Safra de 2008/2009″.

Na ocasião, o doutor em Genética e Melhoramento da Fepagro, Ricardo Lima de Castro, falou sobre a importância de analisar as cultivares. “É preciso mostrar ao produtor as melhores opções de variedades e as que trazem maior rentabilidade.” Segundo ele, as cultivares ideais são aquelas que têm alto potencial produtivo e que são pouco sensíveis as condições adversas de ambiente.

Com relação ao trigo, informou que na safra passada foram realizados 16 experimentos no Rio Grande do Sul, com destaque para: BRS Guamirim, Fundacep Raízes, o Coodetec (CD114) e Pampeano. Para Castro, o trigo tem melhor produtividade no Nordeste do Estado, na cidade de Vacaria. “O clima frio é favorável para este plantio. Alguns produtores chegaram a colher cinco toneladas de graões por hectares”, salienta.

Quando o milho foi o tema de abordagem, o engenheiro agrônomo e melhorista, José Paulo Guadagnin, ressaltou que em 16 locais diferentes do Estado foram avaliados 128 tipos de híbridos de milho. E quanto aos critérios destaca que “avalia-se desde a altura da planta até suas espigas. Nosso objetivo é encontrar as melhores cultivares”, afirma.

A expectativa para a Safra 2008/2009 é grande. “Se chover normalmente no período de setembro e outubro, acredito que será uma safra muito promissora”. Ele também ressaltou que o milho é plantado com freqüência para a alimentação dos animais.

Palestra aborda a qualidade das sementes

Texto: Heloisa Pacheco

Com uma platéia constituída de estudantes universitários da área de agronomia e interessados no tema, ocorreu, ontem à tarde, a palestra “Qualidade de sementes”, promovida pela FEPAGRO (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária). Ministrada pelo engenheiro agrônomo, formado pela UFRGS e Mestre em Ciência e Tecnologia de Sementes, João Rodolfo Guimarães, abordou principalmente o cultivo e os fatores que são determinantes para a plena qualidade das sementes.

A qualidade e produtividade das sementes foi um dos temas de destaque. Guimarães mencionou a influência direta dos fatores genéticos, sanitários e fisiológicos, além de questões referentes ao armazenamento e à secagem das sementes para o pleno cultivo das mesmas. Ele ressaltou que deve se ter cuidado quanto à escolha do lugar do plantio, tendo em vista a condição do solo, que segundo ele, necessita ser primordialmente fértil. E, sobretudo, cuidados com a presença de manifestação de plantas daninhas que competem diretamente com o cultivo.

O evento fez parte do Ciclo de Palestras da FEPAGRO. Conforme Guimarães é de suma importância a análise da qualidade das sementes. E especialmente, “tratar as sementes como um organismo vivo”, com intolerância a mudanças de temperaturas bruscas.

O palestrante ainda falou sobre as recomendações básicas para o manejo das sementes, entre os quais enfatizou a importância da análise da qualidade das sementes antes de iniciar um cultivo. Segundo o mestre em Ciência e Tecnologia da FEPAGRO, há grande negligência por parte dos produtores no momento de se certificar a qualidade, e esse é determinante para o valor comercial.

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