Texto e foto:
Rodrigo Figueiró
A Feira do Livro de Porto Alegre é a maior da América Latina e em razão disso, milhares de pessoas circulam pela Praça da Alfândega atrás de ofertas ou apenas para passear. E como não poderia ser diferente, uma das maiores preocupações dos organizadores é com a segurança dos freqüentadores e feirantes.
Quase todas as pessoas afirmam que se sentem seguras andando pela feira, porém foram unânimes em pedir um maior número de policiais. Foi o caso de Mário Shutz, 61 anos: “A segurança ainda pode melhorar muito, em todos os sentidos, especialmente com mais policiais na rua. E, evidentemente, precisamos contar com a colaboração da própria população”, disse.
O major Gersom Dias, responsável pelo policiamento na Feira do Livro, afirma que o efetivo da Brigada Militar é suficiente para fazer frente ao número das demandas de delitos. “A gente calcula o número de público, o tipo de problema e os antecipa”, explica. Gersom também salientou que têm sido registradas poucas ocorrências e, segundo ele, deve-se à ação conjunta entre a BM e a segurança particular, contratada pela Câmara Rio-Grandense do livro. “São milhares de pessoas que passam por dia. E por ser a maior feira da América Latina, temos uma operação especial nesse sentido. Mobilizamos policiais à paisana fazendo um trabalho de antecipação e também policiais fardados, todos em sintonia com a segurança privada”, contou.
A empresa privada de segurança conta com um efetivo de 30 pessoas e, segundo o supervisor Mário Bica, 42, a prioridade é zelar pelo patrimônio da feira, em especial dos standards colocados pelas livrarias e editoras. O major Gersom alerta que as ocorrências mais comuns são de pessoas descuidadas, estelionatários, roubos de celular e de bolsas. Ele sugere que as pessoas fiquem atentas aos objetos de valor, sejam discretos ao atender o celular e coloquem a bolsa sempre à vista, de preferência na frente do corpo. Ele ainda dá uma dica para quem vai de carro ao centro: “Quando estacionar o veículo e localizar um guardador ligue para o 190, pois estamos com um trabalho de formular um termo circunstanciado por desobediência”, alertou.
Um caso curioso
Ao conversar com um segurança, que não quis se identificar, um caso no mínimo curioso foi relatado. Disse que um colega foi advertir uma mulher de aproximadamente 34 anos que estava fazendo ameaças aos clientes de uma banca e necessitou algema-la em função da forma com que reagiu à advertência. Só não esperava a sua reação: mordeu a mão do segurança. O caso virou piada entre os colegas que fazem a patrulha da Feira!