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Entradas etiquetadas como ‘Feira do Livro’

O Fim da Feira

17/11/2008 - 6:23 · Deixe um comentário

image description                Texto: Ana Paula Maciel

Encerrou neste domingo a 54ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, uma das promoções culturais mais bem-sucedidas da capital. Mais do que vender livros ou promover autores, a Feira transformou-se em um aeroporto, onde nós leitores escolhemos para onde viajar sem sair do lugar. Composta com exposições, oficinas, mesa-redonda, debates e palestras uniram-se sessões e autógrafos para leitores encontrarem os seus autores e terem a oportunidade de trocar ou acrescentar informações. A Feira do Livro hoje é um mundo dentro de Porto Alegre, com a parte internacional, é também uma oportunidade das crianças saírem um pouco do mundo digital, e encontrar na magia das palavras um motivo a mais para ler. Além de encontrarem maravilhosos livros infantis, os pequenos leitores vão poder apreciar também uma bela paisagem, a área infantil encontra-se no Cais do Porto em frente ao Guaíba.

Como o próprio slogan da Feira do Livro diz: Ler enriquece. Mais do que enriquecer, ela tem importância educacional e cultural, que através da escrita, autores contribuem de forma relevante para a evolução cultural e assim despertam emoções, reflexões e sonhos em seus leitores.

Essa tal Feira do Livro, que tem um pouco mais de 50 bancas espalhadas no centro da Praça da Alfândega, é hoje um complexo de palavras e títulos que tomou completamente o local. Estendendo às fronteiras e ao Cais do Porto, além de utilizar instalações como o Memorial do RS e o Centro Cultural CEEE/Érico Veríssimo. Trata-se de um evento que, ao promover mais de 600 lançamentos e vendas de dezenas de milhares de livros, representa a Escrita.

Feira consciente

Nesta edição, novamente, foi neutralizado as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) causado pelas produções e distribuição de 14 mil livros (quantidade estimada de livros que foram autografados na Feira). Para isso, foram plantadas 588 árvores de espécie nativas junto aos 2,70% restante da Mata Atlântica do Rio Grande do Sul. O projeto, realizado pela Parceria Verde (www.souparceiroverde.com.br), leva em conta materiais, consumo de energia elétrica e transporte rodoviário (livro) e aéreo (autores), entre outros fatores para definir o número de mudas para o plantio.

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Peninha autografa mais uma obra sobre o Grêmio

09/11/2008 - 16:56 · 6 Comentários

peninha2 Texto: Rodrigo Figueiró

"Nasci gritando
dá-lhe tricolor"
(Eduardo Bueno)

O historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como "Peninha", autografou, no segundo sábado da Feira,  o seu mais novo livro sobre a história do Grêmio, "A América aos Nossos Pés, 25 anos de uma Libertadores de Verdade", e conseguiu reunir o maior número de tricolores por metro quadrado, na ala de autógrafos.

A América aos Nossos Pés  é o  segundo livro  que Eduardo Bueno, o Peninha, escreve sobre o Grêmio, sua paixão de infância. Dessa vez o autor trouxe uma novidade ao  escrever em parceria com o  irmão, Fernando Bueno, também gremista.  Os dois se auto-intitulam no livro como "os blues brothers" ou irmãos azuis, porém Fernando não esteve na sessão de autógrafos, por estar viajando no dia.

Na história, Peninha e o irmão relatam a saga tricolor até tornar-se o primeiro clube gaúcho campeão da Libertadores da América em 1983. Segundo Peninha, o livro mostra "a conquista da  primeira Libertadores, antes do torneio ser ‘bananizado’ e ter virado o que virou, com finais caseiras e patéticas, como as de 2005 e especialmente a de 2006, quando o pai de um dos goleiros, em campo, torcia pro adversário." De acordo com escritor, o Grêmio apareceu na sua vida antes mesmo dele nascer e ressalta empolgado: " já vim gremista do útero da minha mãe, gritando dá-lhe tricolor".

Uma fila enorme de torcedores gremistas formou-se antes mesmo do horário previsto para a sessão de autógrafos.  Vestidos  com  a indumentária do clube, que inclui camiseta e boné, os  fãs do Peninha carregavam até mesmo bandeiras do time, como era o caso de Wender Souza, 29 anos, que, além da bandeira, vestia uma camisa com o desenho da capa do livro. "O Peninha é um dos maiores gremistas que nós temos no Estado, e o livro ficou ótimo, ao contar como foi  vencer uma libertadores de verdade", falou o fã, ao explicar o  motivo que o trouxe  à fila de autógrafos.

A obra foi escrita para o deleite da torcida gremista, mas também deveria ser obrigatória para todos jogadores que passam a vestir a camisa tricolor. O escritor ainda mandou um recado destinado aos gremistas, que andam um pouco insatisfeitos com os últimos desempenhos do time: "Vamos chegar lá. Se não ganhar o Campeonato Brasileiro, não interessa. Porque esse campeonato é pra time brasileiro". Peninha considera o Grêmio, um time Cisplatino, ou seja, situado aquém do Rio do Prata, na América do sul, um time castelhano. Mas o que interessa, ressaltou o historiador é a Libertadores e nós vamos ganhar em 2009, ano do centenário dos outros lá", brincou referindo-se ao Internacional.

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Uma autora boa “pra cachorro”

09/11/2008 - 12:55 · 1 Comentário

image001 Texto: Uriel  Gonçalves

Telma Guimarães, autora de 123 livros infantis e juvenis, veio para Feira do Livro com o intuito de autografar três de suas obras, “Uma História Meio Porquinha”, “Toninho”, recém-lançado, e “Três Mistérios”.  Os livros, cada um com um assunto diferente, são direcionados para o público infantil, apenas “Toninho”  é um livro “para família”, como classifica a autora.

A primeira obra conta a história de uma família que resolve criar um porco de estimação na cidade, “um livro com muita aventura e bastante engraçado”, segundo Telma. O segundo livro já conta a história de um cachorro mestiço que vivia cheio de mimos, mas um dia se perde ao sair para a rua atrás de algumas cadelas e passa a viver uma história cheia de aventura com os cães da rua, “um livro bom pra cachorro”, se diverte a autora. “Foi um livro complicado de fazer. Conversei muito com o adestrador da minha cachorra para tentar entender a visão dos cães. Assim, conta a história que quando o Toninho sai para rua resolve mudar e se torna Tonhão, o vocabulário muda e ele começa a usar gírias. Foi bem divertido escrevê-lo”, conta Telma. O 3º livro inclui três contos adaptados para o leitor jovem: “O Fantasma de Canterville”, de Oscar Wilde, “Os Irmãos Corsos”, de Alexandre Dumas, e o inédito “Sonhos Perigosos”, da própria Telma Guimarães. “São três histórias que deixarão todo o leitor com os cabelos em pé”, brinca.

A autora mora em Campinas, São Paulo, e começou a escrever histórias infantis em 1988, um ano depois de receber da Associação Paulista de Críticos de Arte o título de melhor autora em literatura infantil. Já escreveu livros em inglês e espanhol. Confessa que escrever para as crianças é gratificante e bastante fácil. Quando questionada se os assuntos não eram complicados de escrever ela olhou para as pessoas em volta do Deck de Autógrafos e apontou, “olhe para elas, viu? Elas te mostram os temas para escrever, é realmente fácil com a ajuda das minhas crianças”.

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O Patrono

02/11/2008 - 3:56 · 2 Comentários

kieferTexto: Cissa Madalozzo
Foto: Ana Paula Maciel

Antes mesmo da abertura oficial da Feira do Livro, o patrono, Charles Kiefer já caminhava tranquilamente pela feira.

Era sem dúvida o mais procurado pelos jornalistas, mas mantinha a serenidade e alegria de ser o “homenageado”.

Foi no Memorial do Rio Grande do Sul que Kiefer observava encantado uma exposição de fotos que conversou com a reportagem do Universo IPA. Com a voz suave e articulada, mostrava-se feliz em ser o patrono da 54° Feira do Livro. Mas ressaltou: “É um processo complicado”.

A caminhada de Kiefer não foi fácil, mas hoje é um escritor renomado com mais de 30 títulos publicados e três prêmios Jabuti. Também atua como professor dando aulas no mestrado e no doutorado da PUCRS e em oficinas. “Ajudo a preparar os futuros escritores”, contou orgulhoso.

Aos 17 anos Kiefer já havia publicado vários livros, mas se recolheu durante alguns anos para se auto-avaliar, depois de duras criticas às suas obras. E complementou: “A critica é cega quanto a si mesmo”. Kiefer acredita que para ser artista tem que se ter vaidade, mas ressalta que o público, a maioria das vezes, é infiel.

Em 1982 aconteceu a reviravolta com o best-seller, Caminhando na chuva,  inspirado, ou melhor, “transpirado” – conforme Kiefer – na história de um amigo, que vinha de Santa Rosa até a capital para encontrar a namorada que morava em um internato.

Muitas de suas obras foram adaptadas para filmes e peças de teatros e algumas serão encenadas durante o evento aberto ao público. Para ele, a distinção da escrita de um livro para um roteiro é que no livro o personagem é obrigado a pensar e no roteiro o personagem só precise atuar.

Kiefer não parou de escrever e sentencia: “O escritor sempre está criando”. A sua inspiração maior vem das filhas e foi para elas que escreveu livros infanto-juvenis, mas agora com a mais nova caçula, Sofia de 6 anos, o escritor voltou a escrever  e a mais recente obra presta  homenagem a ela e ao seu cachorrinho. O livro chama-se: Revolta das Coisas. Além do infanto-juvenil, um novo romance para os adultos está sendo escrito: Dia de Matar Porco. Ambos sem data prevista de lançamento.

Quem quiser conhecer o patrono, pode comparecer a Feira do Livro. Mas no dia 5 desse mês, Kiefer estará dando autógrafos. A data é mais do que especial para ele, e  foi escolhida  justamente por ser seu aniversário.

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